É amanhã: Bloco do Miolo Mole em Recife!!

Fevereiro 10th, 2010 de Doutores da Alegria

O Bloco do Miolo Mole foi criado em 2004, a partir do grupo de palhaços dos Doutores da Alegria do Recife, que se reuniram em frente ao Bar Royal. Em sua primeira edição, dois dias antes do “Galo da Madrugada”, arrastou uma multidão de palhaços, circenses, atores e foliões, todos com o adereço que dá nome ao bloco e simboliza sua filosofia – “Cabeça dura tem cura!”. Atualmente é marca registrada na cidade, colaborando com a recuperação de suas raízes carnavalescas.

O Bloco terá sua prévia e desfile no mesmo dia: 11 de fevereiro. A “Menor Prévia do Mundo” acontece às 17h, na Casa da Moeda e o bloco desfila na sequencia, às 20h, trazendo DJs, maracatu de palhaços, a Orquestra Camará e show de samba com Gerlane Lopes. A baliza este ano será a Dra. Lalá Siqueira, médica que atende em dois hospitais atualmente visitados pelos Doutores da Alegria.

Os interessados em participar da festa podem adquirir o kit do bloco – uma camiseta e uma tiara – no valor de R$ 12 (infantil) e R$ 15 (adulto), já à venda na sede dos Doutores da Alegria que fica na Av. Eng. Domingos Ferreira, 2215 – sala 102.

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Se você pensa que soro é agua…

Fevereiro 5th, 2010 de Doutores da Alegria

O Bloco do Miolinho Mole é uma folia no hospital onde atuam os Doutores. Claro, porque não se pularia carnaval no hospital?

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A saia tem que ser mais curta!

Fevereiro 1st, 2010 de Doutores da Alegria

A nossa querida Balizinha em resposta a última proposta de seu figurino para o Luciano Pontes (Dr Lui):

“Oi Luciano,
Eu gostei.* * * * * * *
Eu só queria lhe dizer uma coisa: eu vou ver se arrumo um short com o meu pai. Eu também estava pensando em usar a sua roupa também no próximo carnaval. Você deixa? E a saia de tule deve ser mais curta * * * *
muito obrigada
Muriel”

Vivienne Westwood que se cuide!

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O que a Balizinha mandou me dizer

Janeiro 27th, 2010 de Doutores da Alegria

Olá gente,
Não resisti e estou dividindo com vocês os comentarios a partir do figurino que desenhei para a Baliza e Balizinha. Vejam que criança incrivel que é a Muriel, a Balizinha, ri demais com os comentários dela!
Luciano Pontes (Dr Lui)

“Oi Luciano,

Muriel está muito empolgada com esse convite para ser baliza. Ela entendeu o seu recado e levou a sério…
Como você sabe, o nível de exigência é muito grande e a criatividade ídem.
Pedi que ela colocasse no papel, sobre o seu desenho, o que estava imaginando e saiu o que vai em anexo.
Ajudei ela a escrever observações para você entender melhor, mas a escrita dela só está começando. Sendo assim, vou repetir o que ela escreveu e ia me dizendo:

1. Vestido balonê acima do joelho, como tule embaixo, como no clip de uma mocinha do seriado de uma família de feiticeiros que tem no Disney Chanel;

2. Short saia por baixo do vestido, “para parecer saia, mas é um short” e para não espetar coma a saia que ela tem. Ela repete que não quer aquele calção fofo, não;

3. No corpo do vestido devem existir tiras (não fitas) de tecido com bolas (nariz de espuma). As tiras devem ficar soltas para balançarem quando ela se movimentar. Pelo que eu entendi, são retângulos compridos de tecido, com meia bola centralizada quase na ponta;

4. A sapatilha é comum, mas dourada. Com uma bola na parte da frente e duas fitinhas para amarrar como sapatilha de bailarina. Mas não é pra amarrar na perna;

5. Sugere que a tiara seja preta, discreta, com mola e uma bola com carinha de menina (com laçinho na cabeça) e capa de super-heroi. No desenho aparece quatro araminhos com estrelinhas na ponta.

6. O nariz deve ter muitos buraquinhos para ela poder respirar.

Pronto. Acho que é só isso!

Perdemos nosso posto de figurinistas e ela vai ganhar todos os Janeiros de Grandes Espetáculos, todos os Oscars, etc. kkkkk

Eu é que preciso ter sempre uma paciência de Jó quando vou com ela comprar roupas. Por enquanto não estou em condições de comprar Chanel, Prada, nem Louis Vuitton pra garotas cneia de estilo…

Beijo grande,
Marcondes”

Marcondes Lima já participou da sessão de cinema comentada (Você Quer Conversar Sobre Isso?) e é professor da UFPE figurinista, cenógrafo e diretor e pai da Muriel.

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Nesta sexta-feira tem Conversa Mole para futura seleção de palhaços em Recife!

Janeiro 26th, 2010 de Doutores da Alegria

Os Doutores da Alegria do Recife realizam no dia 29 de janeiro, sexta-feira, às 17h, um bate-papo com atores pernambucanos sobre o trabalho que a ONG tem realizado nos hospitais. O encontro, batizado de ‘Conversa Mole’, acontece no Moura Dubeux Empresarial – Salão Muro Alto (Av. Engº Domingos Ferreira, 467 – Boa Viagem – Recife) e tem como objetivo apresentar os valores e a filosofia da organização, além de dar início à seleção de novos artistas para o elenco pernambucano.

Organizado por Enne Marx, coordenadora artística dos Doutores da Alegria do Recife, o ‘Conversa Mole’ também propicia um intercâmbio entre a ONG e a classe artística local, para que possam explorar suas potencialidades e divulgar seus respectivos trabalhos.

Os interessados em participar da seleção, independente da presença no evento, podem encaminhar currículos desde já, com carta de intenção e duas fotos (uma de cara limpa, outra de palhaço) para a sede dos Doutores da Alegria do Recife (Av. Eng. Domingos Ferreira 2215 / sala 102 (Galeria Santa Sicília) / Boa Viagem – Recife – CEP 51020-031) , até o dia 05 de março. A seleção se dará nos meses de março e abril.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3466-2373 ou no site dos Doutores da Alegria: www.doutoresdaleagria.org.br.

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Senhor Dodói em nova temporada no Teatro Alfa!

Janeiro 21st, 2010 de Doutores da Alegria

Pra quem estava com saudades daquele velhinho rabugento e de suas doenças intermináveis, ele voltou! Novamente no Teatro Alfa!

Chulé encravado tem cura! Não perca a oportunidade de ver, ou rever, os Doutores neste infantil vencedor dos prêmios APCA (melhor direção musical – Fernando Escrich) e Coca-Cola FEMSA (melhor roteiro adaptado – Angelo Brandini)

A nova temporada paulista terá apresentações aos sábados e domingos, sempre às 16h. Estréia dia 30 de janeiro e vai até o dia 28 de fevereiro.

Texto e direção: Ângelo Brandini
Direção musical: Fernando Escrich
Elenco: Thais Ferrara (Senhor Dodói), Raul Figueiredo (Doutor Ganâncius), Nereu Afonso da Silva (Quase Doutor Tapadus), Claudia Zucheratto (Angélica), Sueli Andrade (Giselda), Roberta Calza (Amado) e Sandro Fontes (Jovêncius).

sr. dodói

dr ganacius

amado

jovencius

tapadus

angelica

tapadus e giselda

giselda

Serviço
Local: Teatro Alfa – Sala B
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro - Ao lado da Ponte Transamérica
Telefone da Bilheteria do Teatro: 5693-4000
Ingresso Rápido: 4003-1212 - www.ingressorapido.com.br
Ingresso: R$ 12,00(Crianças até 12 anos) e R$ 24,00 (Adultos)
Pagamento com todos os cartões de crédito e débito e dinheiro. Não aceita cheque.
Horário: Sábados e Domingos, às 16h
Capacidade: 200 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação: indicado para crianças a partir de seis anos

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Hoje é dia internacional do Riso!!

Janeiro 18th, 2010 de Doutores da Alegria

Os Doutores da Alegria advertem: rir em excesso pode causar bem-estar!

Então, a pesar de hoje ser segunda-feira, vamos começar o dia rindo com uma tirinha boba?

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Doutores da Alegria retomam atividades no Rio de Janeiro com o projeto Platéias Hospitalares e a oficina Boas Misturas

Janeiro 14th, 2010 de Doutores da Alegria

Após alguns meses de paralisação temporária de suas atividades nos hospitais do Rio de Janeiro, os Doutores da Alegria lançaram na capital carioca uma nova proposta de atuação, em cooperação técnica com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.

A ONG realizou em oito hospitais e outras instituições de saúde do Rio duas iniciativas em caráter piloto - as oficinas Boas Misturas e o projeto Platéias Hospitalares - de outubro a dezembro do ano passado. Após a avaliação do piloto, que deve acontecer ainda este mês, o objetivo é que as atividades passem a ocorrer em 11 hospitais da rede pública estadual. A retomada das atividades dos Doutores da Alegria nos hospitais do Rio é coordenada por Wellington Nogueira e por Fernando Escrich, coordenador de expansão da organização.

As oficinas Boas Misturas, voltadas a médicos, terapeutas e profissionais em enfermagem, buscam sensibilizar os profissionais de saúde com base nos princípios da comunicação que o palhaço estabelece dentro do hospital, estimulando a ampliação de sua capacidade de interação com o paciente.

Já o projeto Platéias Hospitalares pretende ampliar o acesso à cultura através de apresentações artísticas dos Doutores da Alegria e outros grupos sob sua curadoria e orientação em hospitais públicos. O projeto baseia-se no trabalho da organização norte-americana Hospital Audiences, Inc. - HAI, fundada em 1969 e que atua na aproximação entre atrações culturais e hospitais. Wellington Nogueira, fundador e coordenador geral dos Doutores da Alegria, também atuou como palhaço nessa organização entre 1989 e 1991.

As atrações inaugurais contaram com Rodas Artísticas dos Doutores da Alegria nos hospitais Santa Maria (Jacarepaguá) HEAPN (Duque de Caxias), Hospital Albert Schweitzer (Realengo) e Hospital Azevedo Lima (Niterói). Apresentações do espetáculo Precisa-se de um Mané, nos Hospitais Rocha Faria (Campo Grande), Hospital Alberto Torres (São Gonçalo) e sessões do espetáculo infantil Senhor Dodói, nos Hospitais Tavares Macedo (Itaboraí) Eduardo Rabello (Campo Grande).

Os Doutores também mantêm, desde 2007, o programa Palhaços em Rede, que reúne mais de 200 grupos que trabalham como palhaços em hospitais de todo o Brasil e oferece orientação gratuita com o objetivo de reforçar a identidade dos grupos, prezando pela qualidade do trabalho levado para os hospitais. Entre 2008 e 2009, participaram das oficinas do programa 13 grupos que atuam em 16 hospitais de oito municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Confira como foram as apresentações do Platéias Hospitalares na nossa galeria de fotos!

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Meu querido Juquinha

Janeiro 14th, 2010 de Doutores da Alegria

Você já nasceu com o miolo mole! É da sua natureza falar o que vem da sua cachola e por isso é tão sincero e cheio de poesia. Quem dera se todas as pessoas fossem como você! (ih, será que você vai entender esse papo-cabeça?) Esqueça esta introdução de gente grande.

Óóó, quero ir na sua casa sim, comer cuscuz, tomar suco de caju que você disse que tem. Huum, me dá água na boca! Adoro caju. E as suas irmãzinhas, a Eduardinha, Raquelzinha e a Pequenininha? Quero conhecer todo mundo. É, tenho que me arrumar todo, botar perfume. Você mesmo disse: “Se arrumem todo, muda de roupa, vai de carro e leva o violão, Monalisa”. Seu avô disse pra gente ir de navio. Oh dúvida cruel, carro ou navio? Depois resolvo.

Fico todo contente e doido pra conhecer a sua casa. Deve ter muitos bichos, né? Você adorou quando tiramos uma formiga, uma lagarta do bolso do seu avô. E na sua cama, achamos uma rãzinha! Ah, você deve ter feito piquenique na cama, por isso tantos bichos.

Ah, deixa eu te dizer, o seu avô também tem o miolo mole. Explico: estávamos atendendo a Belinha do seu lado antes de te conhecer, verificamos que ela tinha a boca cheia de dentes, o nariz com dois buracos e a cabeça cheia de cabelo, aí o seu avô nos interrompe e diz: A cabeça tem sete buracos e o corpo todo tem nove. Nossa, seu avô é um cientista. Óooooh!!!!!

Eu vi que você gosta de dançar, de se mexer todo. Você pode dançar com a Dra. Monalisa, ela é encalhada mesmo, e eu, aaahh, vou escolher com quem vou dançar das suas três irmãzinhas. Ai, ai, ai, eu posso dançar com as três? Você deixa? Será que o seu avô deixa? Já sei, eu levo um saco de jujuba, combinado?

Bem, agora eu preciso acabar esta cartinha porque preciso treinar os passos da dança para eu não errar nadinha. Dois pra lá, quatro pra cá… não, não. Três pra lá, um pra cá. Não… não. Socorro, alguém me ajuda? Sete pra lá, cinco pra cá…Não fique preocupado eu vou aprender, viu? Eu sou rápido.

Até qualquer dia. Com açúcar e com… cuscuz.

Dr. Marciano
(Márcio Carneiro)

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No Hospital Jardim

Janeiro 11th, 2010 de Doutores da Alegria

Ainda é madrugada, mas já vai clarear, basta o sol dourar os cabelos da hora para o dia cantar a canção dos pardais. E começou!
- Bom dia
- Bom dia! - respondeu o Dr. Caramujo, carregando sua mandala de conhecimentos.
- Bom dia!
- Bom dia! - respondeu o Dr. Grilo que só havia dado um pulinho no hospital aquela manhã.
- Olá!
- Olá! - respondeu o sr. Louva Deus, que faz um trabalho voluntário no hospital às quartas-feiras.
- Como vai?!
- Bem! - respondeu a Joaninha, da recepção.

No Hospital Jardim, muitas coisas acontecem. Aliás. como em todos os hospitais: entra e sai, correria, mudanças, reformas, encontros e desencontros. Hoje vou falar sobre um encontro.

Estava no Hospital Jardim com o meu parceiro Dr. Montanha (que nesse conto será chamado de Dr. Morrinho para melhor servir à metáfora de Hospital Jardim) quando tivemos a oportunidade de conhecer um novo paciente. Um tatu-bola (tatuzinho) que veio rolando, trombou na gente e imediatamente deslanchou a falar e rir.

Viramos bons amigos. Sempre que nos encontrávamos, ele pulava em cima da gente. Um dia, o tatuzinho queria uma música sobre o avô, porque não existia o “dia do avô”! “E eu tô com uma saudade do meu avô! Eu quero uma música do meu avô!”, ele disse.

Como bons anões de jardim que somos (pensei muito e acho que em um jardim o que melhor representa o palhaço é o anão de jardim, já que todo mundo passa por ali e o anão está sempre por lá, conversando, conhecendo, se despedindo, tocando algum instrumento, alegrando quem passa, mais ou menos como no hospital), improvisamos então uma música:
- “Meu vôôôô! Nasceu carecaaaaaa
Sem um fiooo de cabeloooo (2x)
Mas olhando bem! No dedão do pé! Tinha um cabelo sim!”(2x)

Essa foi a música que criamos, que tatuzinho aprendeu e saiu cantando com seus amigos pelo jardim!

Nos encontramos outras vezes, tatuzinho sempre lembrava da música do “vô” e nos divertíamos cantando e dançando. Até que um dia ele veio se despedir, pois voltava com sua mãe para casa, que ficava em outro Estado. Como sempre fazemos no Hospital Jardim, demos as nossas despedidas:
- Até logo em um outro lugar! E não volte sempre!

Alguns são teimosos e voltam, outros são mais obedientes, como o tatuzinho, e não voltam mais. Em compensação, deixam muitas coisas, mais até do que somente lembranças!

A música passou a ser cantada para e por outros pacientes, em outros hospitais, inclusive no Hospital Jardim Nossa Senhora de Lourdes, por outros anões besteirologistas, e vai continuar na boca do povo, em outros lugares, como o pólen de uma flor, que a gente sopra e sai voando para onde o vento levar.

Muito obrigado tatuzinho, e até logo, em um outro lugar!

Dr. De Derson
Anderson Spada

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