O cliente
Olá caro leitor. Chamo-o de leitor pois você está lendo este relato. Parece óbvio. E é! Esta palavra vem do latim (lectore), substantivo masculino, que significa aquele que lê ou ledor. Desculpe começar este relato com tanta erudição. Não posso fazer nada! Conhecimento me transborda. Por isso, quero compartilhar com o leit… você, um pouco da minha reflexão sobre como as pessoas são chamadas.
As pessoas antigamente tinham um sobrenome. Mas com a inflação, as mudanças de moeda e os planos fracassados, as coisas foram perdendo o valor ficando apenas o nome. Que já não é muita coisa. Veja o nome do Dom Pedro I (Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon). Ufa! Mas tudo isso é apenas um nome, pois como dizia o cineasta inglês, Willião Sheik – Spears: “O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, não teria o mesmo perfume?”
Já me confundi todo… Esqueci porque comecei a falar disso. Ah! Lembrei!
No hospital tem os profissionais de saúde (médicos, enfermeiras, assistentes de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos…), tem também o pessoal do escritório (financeiro, marketing, comercial, escriturários…), o pessoal da limpeza, os seguranças, os cozinheiros (não posso me esquecer destes profissionais), os motoristas, enfim.
Do outro lado, adivinha como é chamado quem precisa do hospital? Paciente? Não. Paciência é uma virtude escassa. Acompanhante? Não. Às vezes a pessoa vem sozinha. Esta pessoa é chamada de Cliente. Uma palavra muito utilizada nos meios comerciais. Palavra oriunda do latim que significa freguês e o seu coletivo é freguesia.
Freguesia… Faz-me lembrar como o feirante da banca de abacaxi convoca seus clientes, oferecendo melhor produto com promessa de satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Faz-me lembrar também das inúmeras vezes que voltei para reclamar de um produto que não veio do jeito que eu queria. Fica-me a dúvida: Será que dá pra barganhar?
Dr. Mané Pereira
Márcio Douglas
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Janeiro 7th, 2009 às 11:25
Mané, nosso caro mané!
Confuso o português, mas
quem não é?
Tão rica a nossa língua
seja na fala ou na grafia
português que se reinventa toda dia
nas casas, nas ruas e até nas escolas
de um povo que não tem limite
que se expande, que caminha,
que extrapola
Vai até …
onde se entenda
e se não der ?
- por isso se inventa
E vai e volta
refaz a História
com os patrícios se encontra
irmãos de raças
-de tantas raças!
irmãos na fala
a língua própria
reconhece
quem é
o cliente,o acompanhante
o paciente, o viajante
que faz seu caminho ainda que seja a pé
Que se chame Dom Manuel
ou apenas Seu Mané.
Janeiro 7th, 2009 às 14:26
NOTA DO LEITOR (ou lectore como queira)
Por favor, onde entram os
ASSISTENTES SOCIAIS??!?!
…uma categoria que admira e prestigia tanto o trabalho de vocês e agora esquecida …Estou indignada!!!!
Espero o reconhedimento no próximo relatório.
Luciene Peres - Assistente Social do Hospital Municipal do Campo Limpo.