aspas
Vira e mexe, a gente recebe declarações, cartas, palavras que nos deixam mexidos. São pessoas que nos admiram de longe, assistiram ao documentário, acompanham o nosso trabalho, já nos viram no teatro ou até mesmo passando pelos corredores ou salas de espera de algum hospital. Mas quando a mensagem é da nossa platéia no hospital – platéia de uma, duas, por vezes três pessoas a cada ‘espetáculo’ – a gente se sente tão honrado que fica até sem palavras. Por isso, aqui, com a palavra, Allana, mãe de Matheus:
“Oi Doutores, tudo bem?
Queria dizer que é lindo o trabalho de vocês, e queria contar como foi que conheci vocês. Eu estava com meu filho Matheus no hospital Barão de Lucena [Recife], ele estava na UTI, eu me sentia triste em ver meu filho dodói, entende? Até que um dia conheci a Dra. Svenza e o Dr. Lui. Eles brincavam, cantavam…faziam uma festa na UTI. Quando eles chegavam, até parecia que não estávamos ali naquele setor. Eles me ensinaram que a vida é bela, apesar das dificuldades e dos problemas. Devemos rir sempre, pois enquanto há vida, há esperança. Eu não sei se eles sabem, pois o Matheus não falava, mas eu, como mãe, sentia que ele gostava muito de vocês. Agora ele não está mais aqui. Ele tá com papai do céu e eu sei que lá de cima ele tá olhando por cada um de vocês, que fizeram da vida dele uma festa. Obrigada de coração por terem me feito sorrir nos momentos mais tristes da minha vida! Beijos e continuem com esse trabalho maravilhoso.”
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Julho 29th, 2008 às 16:48
Não existe gratificação de tal magnitude. O trabalho de um Dr. Palhaço não almeja sustenter-se ao mérito e reconhecimento de todos e muito menosespaço na mídia. Entetanto,almeja-se o reconhecimento em forma de um olhar,as vezes acompanhado de um sorriso. Este sim, é o nosso retorno. É o real e puro reconhecimento do árduo ofício de ser palhaço.